I'd like to tell them... if they're not dancing, get out there and dance! And do the lindy hop 'cause it's going to make them feel good Frankie Manning
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A Arte da Big Band - 11AGO-11SET

A Arte da Big Band volta a Lisboa em Agosto, integradas no festival Lisboa na Rua!

LISBOA NA RUA



A ARTE DA BIG BAND


5 ORQUESTRAS DE JAZZ EM PORTUGAL

11, 18 e 25 de AGOSTO | 1 e 8 de SETEMBRO
às Quintas-feiras | 19h | Vários locais

11 Agosto

Parque das Conchas | Reunion Big Jazz Band
Com quase 10 anos de existência a Reunion Big Jazz Band (RBJB) ocupa um lugar de destaque na divulgação nacional do jazz para Orquestra. Ao longo destes anos a RBJB transformou-se numa rampa de lançamento para dezenas de jovens músicos que entretanto se afirmaram como nomes importantes do panorama jazzístico nacional. Um dos factores que desde o início mais contribuiu para a sonoridade personalizada da RBJB tem sido, sem dúvida, o “multi-talento” de alguns dos seus elementos, materializado em arranjos de “standards” e de composições originais que a orquestra interpreta com particular prazer. O facto de Johannes Krieger ter recentemente assumido a direcção da RBJB, reforçou essa vertente, na medida em que Krieger, para além de excelente trompetista, é também um arranjador e compositor prolífico e elegante. Nesta segunda edição do ciclo “A Arte da Big Band” a RBJB irá privilegiar a interpretação e arranjos de temas da pena de membros da banda.

Johannes Krieger direcção | Filipe Grenha, Tomás Pimentel, António Morais, Ricardo Pinto trompetes | Andreia Santos, Narciso Cardoso, Nuno Carreira, José Silva trombones | João Capinha, Jorge Reis, Manuel Lourenço, Fernando Soares, Raimundo Semedo saxofones | Daniel Hewson piano | Francisco Costa Reis guitarra | Pedro Pinto contrabaixo | Alexandre Alves bateria

18 Agosto

Largo de São Carlos | Orquestra Jazz de Matosinhos
Com vários discos gravados com convidados de renome, a Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) é a mais “internacional” e uma das mais dinâmicas orquestras de jazz portuguesas. Criada em 1999, sob a direcção de Carlos Azevedo e Pedro Guedes, a orquestra desenvolve uma linha de orientação que privilegia a criação de um repertório próprio e a organização de projectos específicos, para
os quais vem convidando solistas, maestros e compositores de relevo internacional. Pela diversidade e imaginação dos programas que apresenta, pela edição discográfica internacional regular e pelo crescimento continuado, a OJM cumpre já a função de um verdadeira orquestra nacional de jazz. Nestes dez anos de actividade, destacam-se o concerto de encerramento da Porto 2001, a recriação de Sketches of Spain com o Remix Ensemble, a apresentação da música de Carla Bley, a gravação com Lee Konitz do CD Portology, a gravação do CD OJM invites Chris Cheek, e os concertos com John Hollenbeck, Dee Dee Bridgewater, o que juntou a OJM à Orquestra Nacional do Porto, com Kurt Rosenwinkel e ainda os concertos com Joshua Redman e Chris Cheek na inauguração do Cine-Teatro Constantino Nery em Matosinhos. A OJM foi ultrapassando fronteiras e actuou no Carneggie Hall em Nova Iorque, em Bruxelas, Milão e no JVC Jazz Festival (EUA).

Pedro Guedes direcção, piano | Carlos Azevedo direcção, piano | Mário Santos, João Pedro Brandão, José Luís Rego, José Pedro Coelho, Rui Teixeira saxofones | Paulo Perfeito, Daniel Dias, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias trombones | Rogério Ribeiro, Susana Silva, Gileno Santana, José Silva trompetes | Demian Cabaud contrabaixo | Michael Lauren batería

25 Agosto

Jardim de Campolide | L.U.M.E. - Lisbon Underground Music Ensembl
O Lisbon Underground Music Ensemble (L.U.M.E.) é um projecto do compositor Marco Barroso, que tem como objectivo criar um espaço de expressão para a sua música e ideias num contexto orquestral particular, sem no entanto perder afinidades com o modelo clássico da Big Band. Composto por músicos com experiências diversas nos campos do jazz, rock, música clássica, contemporânea e experimental, o grupo procura aliar a composição escrita com elementos de improvisação, num contexto ecléctico e autoral. Surgido em 2006, o L.U.M.E. lançou em 2010 o seu primeiro disco com repertório que o seu líder tem vindo a compor para esta formação em particular e onde se articulam o talento e a cumplicidade de um conjunto muito diversificado de intérpretes e improvisadores. Seja por uma dramatização (muitas vezes irónica) das práticas e vocabulários que passam pelo Jazz, rock ou música erudita, seja pela incursão no experimentalismo que assalta as franjas destas linguagens, a música que Marco Barroso e o L.U.M.E. preconizam, reconstrói, de forma original, a carga patrimonial do “Big bandismo”, fugindo aos padrões mais convencionais e abrindo novas perspectivas estéticas.

Marco Barroso composição, direcção, piano | Luís Cunha, Eduardo Lála, Pedro Canhoto trombones | Jorge Almeida, João Moreira, Pedro Monteiro trompetes | Manuel Luís Cochofel flauta | Paulo Gaspar clarinete | Jorge Reis sax soprano | João Pedro Silva sax alto | José Menezes sax tenor | Elmano Coelho sax barítono | Miguel Amado baixo eléctrico | Vicky bateria

1 Setembro

Jardim de São Pedro de Alcântara | Big Band da Nazaré
A Big Band do Município da Nazaré formou-se em 1999 por proposta do seu director à Câmara Municipal e teve como objectivo principal dar uma oportunidade aos jovens talentos da região para continuar a sua formação musical na área da musica jazz.
Na sua já duradoira existência, a Big Band apresentou-se em diversos festivais nacionais e estrangeiros, assim como nos mais importantes Clubes de Jazz do nosso País.
O lançamento do primeiro CD decorreu no 2º Festival Internacional de Big Bands, em 2003, na Nazaré. O segundo CD, “Filme”, (2006), e o terceiro, “10 Anos”, são a mostra da evolução musical desta formação. No seu último disco, interpreta temas de Wayne Shorter e Charles Mingus, para além de alguns dos mais conhecidos “standards do Jazz”. Este repertório mais recente será privilegiado neste concerto do ciclo “A Arte da Big Band”.

Adelino Mota direcção | Vítor Guerreiro, Margarida Louro, Luís Guerreiro, André Venâncio trompetes | Reinold Vrielink, Élio Fróis, Luís Pires, Fábio Matias trombones | Joaquim Pequicho, João Capinha, Nuno Mendes, Wilson Ferreira, Pedro Morais saxofones | Gonçalo Justino guitarra | Ricardo Caldeira piano | Tiago Lopes baixo | Bruno Monteiro bateria | Júlia Valentim voz

8 Setembr

Largo da Estação do Rossio | Big Band do Hot Clube de Portugal
A Big Band do Hot Clube de Portugal foi a primeira grande formação, com actividade regular em Portugal a dedicar-se exclusivamente à música jazz. Surgiu em 1990 e no seu concerto de estreia foi dirigida por Zé Eduardo. Já sob a direcção de Pedro Moreira, inaugurou a programação de jazz da Culturgest, em Lisboa, tendo como solista o trompetista Freddie Hubbard. Tocou também com Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Chris Cheek,... e recriou as obras de Miles Davis / Gil Evans, Porgy and Bess e Sketches of Spain, sob a direcção de Robert Sadin, tendo como solistas Tim Hagans e Tom Harrell. Para além de inúmeros concertos por todo o país, realizou uma digressão produzida pela Culturgest e apresentou-se em Madrid, no Círculo de Belas Artes.
Apresentou-se também na Assembleia da República e em 2008, ano em que o Hot Clube de Portugal comemorou 60 anos de existência, desenvolveu um projecto com Maria João e Mário Laginha.

Pedro Moreira direcção | Jorge Reis, João Capinha, César Cardoso, Desidério Lázaro, Guto Lucena saxofones | Miguel Gonçalves, Tomás Pimentel, João Moreira, Hugo Alves trompetes | Lars Arens, Claus Nymark, Luís Cunha, Rui Bandeira trombones | Bruno Santos guitarra | Óscar Graça piano | Bernardo Moreira contrabaixo | André Sousa Machado bateria


Notas


A Big Band (também denominada de Orquestra) é um ensemble associado à música jazz que normalmente reúne cerca de 18 músicos e que se tornou popular durante a época swing (1930- 40).
Em contraste com as pequenas formações nas quais a música pode ser criada de forma mais espontânea, a música tocada pelas Big Bands é sujeita a arranjos e a uma preparação antecipada mais cuidada. Das inúmeras Big Bands que marcaram o período “swing” nos EUA, podem-se destacar as de Fletcher Henderson, Count Basie, Benny Goodman e Duke Ellington.
Tal como acontece com o jazz e outras formas de arte, também os diversos estilos de música para Big Band foram sofrendo transformações. O aparecimento nos anos 40 de uma nova linguagem (bebop) que privilegiava as pequenas formações, fez desaparecer muitas orquestras e nascer outras como as de Billy Eckstine ou Dizzy Gillespie. Foi no entanto, entre 1950 e 1970 que provavelmente ocorreram as mais diversas mudanças de direcção, período durante o qual maestros e arranjadores como Gil Evans, Sun Ra ou George Russell, introduziram elementos cool, free, clássico e rock na sua música.
Nos nossos dias encontram-se orquestras praticando todos os estilos de jazz; algumas, maioritariamente europeias, praticam jazz/música avant-garde como são/foram, entre inúmeras outras, os casos da Globe Unity Orchestra, Vienna Art Orchestra ou Italian Instabile Orchestra.
Em Portugal o processo começou mais tarde mas o caminho está a ser percorrido.
A concretização da ideia de um ciclo com Big Bands aconteceu em 2010. Na sequência do sucesso dessa primeira edição era importante que o projecto não nascesse e morresse aí e que fosse possível continuar a oferecer, não só aos amantes de jazz, mas principalmente ao público menos atento a esta musica, a possibilidade de tomar contacto em concerto, com um tipo de formação que, por razões fundamentalmente logísticas, está menos acessível. Uma oportunidade renovada, agora em 2011 que não se deve perder!
As Big Bands apresentadas neste programa não representam todo o universo das Big Bands do nosso país. No entanto, os estilos e sonoridade distintas destas 5 orquestras são um retrato abrangente do que os nossos maestros e arranjadores têm para oferecer.
Tenham 5 bons concertos!
Luís Hilário, Hot Clube de Portugal


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